Brasil & Portugal: Jovens, Subjetividades e Novos Horizontes

De 25 a 27 de setembro de 2012

Coordenação: Maria Isabel Mendes de Almeida, Fernanda Eugênio & Fernanda Lima

 

O seminário “Brasil & Portugal: Jovens, Subjetividades e Novos Horizontes”, realizado de 25 a 27 de setembro de 2012 com o apoio dos Programas de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais (PPGPRI) e em Sociologia (PPGSOC) do IUPERJ, visou chamar a atenção para as mais recentes reorganizações nas relações entre Brasil e Portugal, que vêm se manifestando através da transformação dos perfis migratórios juvenis.

Para além dessas novas dimensões de influência recíproca, as investigações das questões jovens nos países apontam para dimensões comparativas particularmente reveladoras dos processos de subjetivação contemporâneos: em Portugal, a figura da ‘geração à rasca’, cujas perspectivas a crise econômica teria comprometido severamente, convive com a criatividade da juventude “desenrascada”; no Brasil, a “liberação como tática” e a capacidade de trabalhar “nas brechas”, reavivando o conhecido “jeitinho brasileiro” em empreendedorismos juvenis cada vez mais inventivos, convive com as ainda profundas desigualdades sociais do país.

O Seminário foi uma oportunidade para compartilhar com a comunidade brasileira de pesquisadores da temática da juventude, bem como para tornar acessível à sociedade mais ampla, as reflexões que vem sendo desenvolvidas no âmbito do convênio de cooperação científica entre o CESAP e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, ambas instituições com ampla tradição e exxpertise no estudo das culturas jovens.

A programação contemplou um conjunto de conferências e mesas redondas no qual os pesquisadores integrantes do convênio, brasileiros e portugueses, apresentaram e discutiram as pesquisas em curso, bem como reuniram-se para lançar o livro Criatividade, Juventude e Novas Horizontes Profissionais, resultante da parceria entre o CESAP e o ICS.

A programação incluiu ainda um conjunto de Grupos de Trabalho, coordenados por pesquisadores seniores convidados, oriundos de centros de pesquisa dedicados ao estudo das culturas jovens e sediados no Rio de Janeiro. Deste modo, diversificaram-se as abordagens e as oportunidades de cruzamento de diferentes olhares e perspectivas sobre os fenômenos contemporâneos ligados à juventude, bem como tornou-se possível acolher a produção recente, apresentando um amplo painel das reflexões que vêm sendo elaboradas por estudantes de iniciação científica e pesquisadores de pós-graduação latu sensu, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Por Que Não?: Rupturas e Continuidades da Contracultura

De 18 a 19 de setembro de 2006

Coordenação: Maria Isabel Mendes de Almeida, Santuza Cambraia Alves, Júlio Diniz & Maria Claudia Coelho

 

O seminário “Por Que Não?: Rupturas e Continuidades da Contracultura”, realizado nos dias 18 e 19 de setembro de 2006 com o apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Candido Mendes e da CAPES, reuniu estudantes, pesquisadores e acadêmicos de diversas áreas para debater os grandes temas do movimento cultural dos anos 60. O evento foi um sucesso de público e crítica.

Ao todo foram realizadas quatro mesas de debate que mesclavam estudos teóricos de importantes especialistas e discursos autobiográficos de personalidades marcantes da época. Finalizando o evento uma roda de leitura com a presença de poetas como Claudia Roquette-Pinto, Chacal, Ericsson Pires e Leonardo Fróes.

Culturas Jovens e Novas Sensibilidades

De 19 a 21 de agosto de 2003

Coordenação: Maria Isabel Mendes de Almeida

 

O seminário Culturas Jovens e Novas Sensibilidades, realizado nos dias 19, 20 e 21 de Agosto de 2003 com o apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Candido Mendes, reuniu estudantes, pesquisadores e acadêmicos de diversas áreas. Foram apresentados estudos de importantes especialistas que vêm se dedicando a pensar aspectos da juventude contemporânea, oferecendo um amplo panorama sobre o tema e seus recentes desdobramentos.

O salão Marquês de Paraná, na universidade Candido Mendes, esteve lotado durante os três dias do evento. A bela vista proporcionada pelo auditório estimulou o público que pode participar do encontro com entrada franca. Das linguagens digitais, passando pelo Funk e o Hip-Hop às condutas como o Ficar e o Zoar, os trabalhos apresentados evidenciaram a pluralidade de questões e propostas de reflexão e investigação sobre o tema. O Seminário recebeu nomes como Renato Janine Ribeiro, Gilberto Velho, o sociólogo português José Machado Pais entre outros. Os textos apresentados foram reunidos e publicados no livro Culturas Jovens: novos mapas do afeto, organizado por Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Eugenio, e publicado pela Editora Zahar.

Da Bossa Nova a Tropicália

De 9 a 11 de maio de 2001

Organização: Santuza Naves Cambraia e Paulo Sérgio Duarte

 

Em maio de 2001, como encerramento da pesquisa de mesmo nome, o NUM realizou o Seminário Da Bossa Nova a Tropicália, no Teatro João Theotônio, da Universidade Candido Mendes. O evento, coordenado por Santuza Cambraia Naves e Paulo Sérgio Duarte, contou com o apoio da FAPERJ e com a participação de escritores, cantores, artistas e jornalistas, entre eles Arnaldo Jabor, Italo Moriconi, Ruy Castro, Sergio Cabral, Caetano Veloso, Roberto Menescal, Antonio Cicero, Susana Moraes e José Miguel Wisnik. O evento, de natureza acadêmica, foi concebido para um público de formação universitária que se interessa por temas relativos à canção popular brasileira e a questões culturais em geral. A abordagem multidisciplinar dos temas reflete a preocupação, por parte dos organizadores do seminário, de desenvolver uma reflexão sobre o lugar privilegiado que ocupa a música popular no Brasil como pólo para o qual convergem discussões literárias, políticas e filosóficas.

O seminário foi estruturado a partir de três módulos: Bossa nova, Pós-bossa nova e Tropicália. O primeiro módulo, realizado no dia 9 de maio de 2001, contou com três mesas: Transições para a bossa nova, Bossa nova: renovação estética e Bossa nova: convergências. Neste módulo, foram abordadas questões culturais referentes aos anos 50, que incluíram desde o desenvolvimento do samba-canção em sua versão requintada nas boates de Copacabana e o surgimento do estilo bossa-novista aos projetos construtivistas que grassaram na época, tanto na arquitetura e nas artes plásticas quanto na poesia. O segundo módulo (Pós-bossa nova), realizado no dia 10 de maio, tratou, em suas três mesas (Do intimismo ao excesso, A canção engajada e Festivais) das problemáticas culturais e musicais que surgiram no início dos anos 60, caracterizadas pelo rompimento com o intimismo da estética bossa-novista e pela emergência das questões políticas ao longo da década de 60. O terceiro módulo, intitulado Tropicália, realizado no dia 11 de maio, tematizou em suas três mesas (Tropicália: fronteiras textuais 1, Tropicália: fronteiras textuais 2 e Tropicália: fronteiras textuais 3), o componente crítico da estética tropicalista e as novidades introduzidas por esse movimento no cenário musical.

O seminário foi acompanhado de uma exposição que tematizou questões culturais desse período, exibindo fotos do Arquivo Nacional, cartazes de cinema do Museu de Arte Moderna e capas de discos representativos de vários momentos musicais da década de 1960. A ambientação da exposição foi inspirada nas instalações de Hélio Oiticica.

O evento foi encerrado como o show Nara, uma senhora opinião, com Chris Delano e Roberto Menescal. Nara Leão foi uma das personagens centrais desse período, pois ela acompanhou de perto o surgimento da bossa nova, participou mais tarde dos shows politizados do Teatro Opinião, em meados dos anos 60, atuando depois no movimento tropicalista, ao gravar uma faixa no LP Panis et Circensis.