Cartografias da Paragem: Desmobilizações jovens contemporâneas

Lançamento do livro Cartografias da Paragem na Livraria Argumento (mais…)

A poética da contaminação e a dança contemporânea

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2008

De como olhar onde não se vê. Ser antropóloga e ser tia em uma escola de alfabetização para crianças cegas

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2003

Agência e aprendizado entre crianças cegas. De como lidar com o espaço e distribuir-se no mundo.

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2005

Corpos Voláteis. Consumo e cosmética de si ou fragmentos da cena moderna carioca.

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2006

Mídias locativas e uso criativo em telefones celulares: notas sobre deslocamento urbano e entretenimento portáti

Autores: Fernanda Eugênio e BRITTO, J. F. L.

Ano: 2007

Tecno-territórios: ocupação e etnografia das cenas eletrônicas cariocas.

Autores: Fernanda Eugênio e BRITTO, J. F. L

Ano: 2008

Algumas notas-sensação sobre presença, presentação e operacionalização: desejando um ficar conversa; desejando adiar por tempo indeterminado a palavra assertiva

Autora: Fernanda Eugênio

Ano:2010

O que tem a arte a ver com o que podem ser as cidades. Dança, viragem etnográfica e o desenho do comum

Autora: Fernanda Eugênio

Ano : 2011

Criatividade situada, funcionamento consequente e orquestração do tempo nas práticas profissionais contemporâneas.

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2012

O meio é a mensagem: irrealidade e fama nos reality shows

Autores: Fernanda Eugênio e Everardo Rocha

Ano: 2002

Não ver sem ser visto. Uma reflexão sobre páginas pessoais de cegos na internet

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2003

Resumo:
Reflexão acerca dos relatos de si em homepages de pessoas cegas, com intenção de compreender como os “cegos-narradores” constroem suas identidades pessoais, em meio a um complexo jogo de atribuições e aquisições. Os relatos dão conta de que a escolha da internet como veículo liga-se principalmente ao valor emocional assumido pelo recurso à informática na vida dessas pessoas. Através de softwares especiais, o mundo do letramento abre-se para o cego de modo mais intenso que no caso do braile. Tais narrativas de si, como outras “ilusões biográficas”, relatam “histórias de sucesso” de pessoas que, combinando o comum e o igual de modo particular e específico, se fizeram únicas. São histórias que se debatem entre determinação e agência, nas quais procura-se digerir e inventar sentido para dolorosas
experiências, procedendo ao árduo mas necessário trabalho de enquadramento da memória.

Hedonismo Competente. Intensidade, funcionamento e modulação na ‘cena carioca’

Autor: Fernanda Eugênio

Ano: 2007

Como viver juntos: entrevista com João Fiadeiro e Fernanda Eugenio

Autores: Fernanda Eugênio e João Fiadeiro

Ano: 2011

Resumo:
O jogo das perguntas “como viver juntos?” e “como não ter uma ideia?” compõe o Modo Operativo AND, sistema que emergiu da contaminação recíproca entre a Composição em Tempo Real e a Etnografia como Performance Situada. No plano “como viver juntos?”, o jogo tem o ritmo da improvisação coletiva em tempo real– podendo ser jogado no interior de qualquer acontecimento quotidiano ou ser praticado de modo laboratorial. No plano “como não ter uma ideia?”, o jogo assume o ritmo da investigação solitária e a temporalidade da depuração: é o jogo que jogamos ao executar uma tarefa ou criar uma obra, em qualquer área de atuação.Palavras-chave: convivência; colaboração; criatividade; ética; afecto.

As cápsulas mágicas da balada perfeita. Jovens e consumo de ecstasy no Rio de Janeiro

Autores: Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Eugênio

Ano: 2005

Paisagens Existenciais e Alquimias da Adolescência

Autores: Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Eugênio

Ano: 2007

Comunicação, Consumo e Espaço Urbano: novas sensibilidades nas culturas jovens

Autores: Maria Isabel Mendes de Almeida, Everardo Rocha e Fernanda Eugenio

Ano: 2006

Resumo:

Este livro oferece um conjunto de reflexões qaue têm por objetivo debater as novas identidades e sensibilidades jovens que surgem na esfera cultural da sociedade contemporânea. tais identidades encontram formas de expressão em espaços de interlocução, códigos afetivos, estéticos musicais, gramáticas corporais e comportamentais, bem como no uso das tecnologias de informação e na ocupação diferenciada e flutuante da cidade.

Culturas Jovens: novos mapas do afeto.

Autoras (org): Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Eugenio

Ano: 2006

Resumo:

A cada dia torna-se mais urgente refletir sobre os fenômenos ligados à multiplicidade das experiências juvenis. ‘Culturas jovens – novos mapas do afeto’ reúne artigos de cientistas sociais que se dedicam a entender os problemas enfrentados pelas juventudes urbanas no Brasil de hoje. Nessa obra, os jovens são tratados na sua pluralidade, evitando-se os preconceitos e a uniformização que tanto obscurecem a compreensão de seus comportamentos.

Não ver sem ser visto. Uma reflexão sobre páginas pessoais de cegos na Internet

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2003

Resumo:

Este artigo é uma versão revista e ampliada do trabalho final do curso Construção Social da Pessoa, ministrado pelo Prof. Dr. Luiz Fernando Dias Duarte no 2º semestre de 2000 no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional – UFRJ. Sob o mesmo título, foi apresentado na 23ª Reunião da Associação Brasileira de Antropologia, realizada em Gramado (RS), em junho de 2002. A autora agradece os comentários e a colaboração dos professores Luiz Fernando Dias Duarte e Everardo Rocha e dedica esse artigo a Andre Watson (Filadélfia, EUA), autor de uma das homepages aqui analisadas, que de informante converteu-se em grande amigo, primeiro no mundo “virtual” e depois também fora dele

Urbe-variantes: aventura e etnografia das cidades

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2007

Resumo:

Aventura das cidades reúne textos inéditos e ensaios escritos ao longo de anos de interesse de Janice Caiafa pela experiência singular das cidades.
Há, na trajetória de pesquisa da autora – antropóloga, professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECOUFRJ), poetisa e tradutora –, um assinalado desejo de entender e habitar as cidades, que se manifesta nas diversas pesquisas que empreendeu ou empreende: da “invasão punk” no concreto carioca, acompanhada nos anos 1980, às “jornadas urbanas” nos ônibus da cidade e, mais recentemente, aos “rumores do underground”, um estudo dos processos comunicativos no metrô do Rio de Janeiro. Interesse pelas cidades, assim, perseguido – eis a viagem – por meio de uma etnografia vigorosa e exigente que resulta, no entanto, em uma escritura denso-leve, envolvente em seu despojamento.

Contemporâneo Noctambulismo. Ocupação urbana e fruição juvenil nas cenas eletrônicas cariocas

Autora: Fernanda Eugênio

Ano: 2012

Resumo:

Neste artigo busco refletir sobre as modulações subjetivas e tecnológicas envolvidas na ocupação da cidade do Rio de Janeiro pelas culturas jovens eletrônicas, na composição sempre inacabada e mutante do circuito de lazer noturno conhecido como “cena carioca”. Este se define menos por características sociológicas específicas e estáveis e mais como “comunicação transversal entre populações heterogêneas”, revelando-se antes na observação de seu funcionamento disjuntivo – a desenhar modalidades de consumo e estilos de vida. A investigação acompanhada a “invenção de percepções”, por parte dos jovens frequentadores da cena, para navegar nesta “faixa de frequencia”, seja através da produção de copresença entre real e virtual (em seu acionamento simultâneo e pautado pela saturação como valor), seja pelo recurso combinado aos mais diversos estímulos sensoriais (das batidas eletrônicas às substâncias sintéticas – com destaque para o ecstasy -, passando por uma moda empenhada no borrar das fronteiras de gênero e pela experimentação erótico-afetiva dos corpos em festa). O arranjo idiossincrático de todos esses elementos, ao mesmo tempo em que gera um fenômeno de transbordamento, impossível de ser abarcado pela lógica de identidades estanques (pois se define mais pelo “e” do que pelo “é”), também retraça de modo irriquieto o espaço da cidade.

Secalharidade como ética e como modo de vida: o projeto And_Lab e a investigação das práticas de encontro e de manuseamento coletivo do viver juntos

Autores: Fernanda Eugênio e João Fiadeiro

Ano: 2012

Resumo:

“Partilhamos aqui dois extratos do discurso que sustenta o projeto AND_Lab, um laboratório de investigação que emergiu do encontro não-marcado entre um coreógrafo e uma antropóloga: 1) um trecho do manifesto que escrevemos juntos na inauguração do AND_Lab e 2) uma parte da conferência-performance “Secalharidade”, conceito que nomeia, justamente, o modo de operar e habitar paisagens comuns que se desenhou na contaminação recíproca entre nossos conceitos e procedimentos.”

Autonomies tactiques: créativité, libération et insertion professionnelle juvénile à Rio de Janeiro

Autoras: Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Eugenio

Ano: 2012

Resumo:

Le présent article propose une interprétation des cultures professionnelles et des pratiques créatives chez de jeunes publics brésiliens dans la ville de Rio de Janeiro. L’enjeu est de comprendre comment ces publics développent des tactiques permettant à la fois une expression de leur créativité, sans se soumettre à des contraintes liées aux contingences économiques et professionnelles. Il s’agit d’un double jeu singulier qui substitue des valeurs d’expérimentation à celles de la performance, et qui pourrait constituer une nouvelle culture du travail et de la création.

Jogo das Perguntas. O Modo Operativo AND e o viver juntos sem ideiais

Autores: Fernanda Eugênio e João Fiadeiro

Ano: 2013

Resumo:

O jogo das perguntas “como viver juntos?” e “como não ter uma ideia?” compõe o Modo Operativo AND, sistema que emergiu da contaminação recíproca entre a Composição em Tempo Real e a Etnografia como Performance Situada. No plano “como viver juntos?”, o jogo tem o ritmo da improvisação coletiva em tempo real– podendo ser jogado no interior de qualquer acontecimento quotidiano ou ser praticado de modo laboratorial. No plano “como não ter uma ideia?”, o jogo assume o ritmo da investigação solitária e a temporalidade da depuração: é o jogo que jogamos ao executar uma tarefa ou criar uma obra, em qualquer área de atuação.

Culture de la Psychanalyse au Brésil

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 1986

A sociedade brasileira e a organização da subjetividade

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 1998

Notas sobre a Desconstrução Sociológica da Ilusão Psíquica

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 1998

A nova maternidade: uma ilustração das ambiguidades do processo de modernização da família

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 1999

Nada além da epiderme

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 2000

Nada além da epiderme: A performance romântica da tatuagem

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 2001

Tatuagem e subjetividade: reflexões em torno do imaginário da epiderme

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 2001

Afetos, corpos e olhares: dois exercícios em torno de novas dinâmicas subjetivas nas culturas jovens comtemporâneas

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 2005

Juventude e Empreendedorismo: uma abordagem das novas subjetividades executivas

Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Ano: 2009

Autonomias táticas: criatividade, liberação e inserção profissional juvenil no Rio de Janeiro

Autoras: Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Eugenio

Ano: 2011

Resumo:
Este artigo debruça-se sobre transformações que vem se operando nos processos de profissionalização jovem pautados pela valorização do aprender-fazendo em detrimento da trajetória em “escalada” dos tradicionais ideais da carreira. Neste sentido, atribui-se uma especial atenção ao mecanismo do “virar” entre os jovens com os quais convivemos. Ou seja, um aprender enquanto se faz, fazer-aprender, aprendizado ininterrupto, fora de quadro, que acontece em simultaneidade com o exercício profissional. Ao lidar com o contemporâneo mundo do trabalho, os jovens pesquisados acionam um funcionamento que se aloca na própria tensão da solução contingente de um duplo desafio: extrair prazer da profissão e assegurar a estabilidade financeira. Vêem-se, assim, às voltas com um modo de operação “consequente”, que ganha contornos singulares dentro do contexto brasileiro. Destacam-se aqui os valores atribuídos à “iminência” e ao “acontecimento” como ingredientes no refazer incessante de uma “circunstância de imunidade” em relação aos enquadramentos duros ditados pelo mercado de trabalho.

 

Subjetividades Juvenis na Contemporaneidade

Organizadores: Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Deborah Barbosa Lima

Editora: Gramma

Ano: 2014

 

Resumo:

 Da temática da violência urbana à da performance, passando pelas artes, produção cultural, consumo, comunicação, educação e trabalho na experiência juvenil, a coleção Subjetividades Juvenis na Contemporaneidade compõe um desafiador panorama dos estudos sobre diversas modalidades de “estilo e produção jovem” no contexto brasileiro atual.

Subjetividades, violência e trajetórias juvenis Volume 1 –  Subjetividades, violência e trajetórias juvenis

 Resumo: O primeiro volume dessa coleção é o livro “Subjetividades, violência e trajetórias juvenis”, cujos artigos apresentam os percursos e as esferas de pertencimento de jovens  envolvidos em situações de risco, conflito e vulnerabilidade social.

 

 

 

 


Conteúdo:

Pertencimento e identidade entre os garotos armados do morro

Diogo Lyra

 

Oficinas temáticas com adolescentes autores de atos infracionais visando promoção da saúde: relato de caso

Jonatas da Cruz Marreiros, Mayara Luiz da Mota, Susana Engelhard Nogueira, Adriana Lustoza Ferreira da Silva e Janaína Dória Líbano Soares

 

Dispositivo – favela, relações de poder e produção de subjetividade

Roberta Brasilino Barbosa e Pedro Paulo Bicalho

 

Entre fronteiras incertas: reflexões sobre a inserção profissional de “ex-traficantes” no Rio de Janeiro

Silvia Naidin

 

Processos participativos como problematização da alteridade do morador das comunidades cariocas e policiais militares

Thiago Benedito Livramento Melicio

 

 

Arte jovem

Volume 2 – Arte Jovem: redesenhando fronteiras da produção artística e cultural

Resumo: O livro “Arte jovem: redesenhando fronteiras da produção artística e cultural”,  segundo volume,  reúne trabalhos que se ocupam em problematizar as relações sociais que se  estabelecem junto às  expressões artísticas, culturais e comunicacionais juvenis.

 

 

 

 

Conteúdo: 

Imagens de si e do mundo incidindo e fazendo emergir composições singulares e coletivas

Deisimer Gorczevski e Sabrina Késia de Araujo Soares

 

Grafites e pichações: práticas culturais incorporadas na metrópole

Eloenes Lima da Silva

 

Ciência e ficção: uma genealogia dos campos narrativos

Guilherme Gonçalves

 

Os jovens na produção de escrituras periféricas

Marco Antonio Bin

 

Juventude e política cultural na periferia brasileira: nova dominação ou cena potente?

Vinícius Carvalho Lima

 

A performance como gesto: notas de um Artista Invasor

Fernanda Deborah Barbosa  Lima

 

Juventude consumo, mídia e novas tecnologias

Volume 3 –  Juventude: consumo, mídia e novas tecnologias

Resumo:  “Juventude: consumo, mídia e novas tecnologias” é o terceiro volume e apresenta o  resultado de pesquisas sobre manifestações jovens, seus afetos, relações de consumo e interação  através das mídias digitais.

 

 

 

 

 

Conteúdo: 

Imagens do consumo na programação televisiva

Everardo Rocha e Bruna Aucar

 

Suicidium femella: pin-ups pós-modernas e comportamento prossumidor no site suicidegirls

Fernanda Miranda

 

Juventude? De que juventudes estamos falando?

Mariângela M. Toaldo e Nilda Aparecida Jacks

 

Rock brasileiro e lusitano: entre o nacional/ popular e o alienado/ politizado. Um preâmbulo de pesquisa

Paulo Gustavo da Encarnação

 

Internet, imagens e escritos de si entre jovens emos

Raphael Bispo

 

Juvenilização da infância: passagem, imitação e consumo

Renata Tomaz

 

 

Educação e trabalho na experiência juvenil

Volume 4 – Educação e trabalho na experiência juvenil

Resumo: O volume quatro, “Educação e trabalho na experiência juvenil”, reúne artigos de  pesquisadores dedicados a pensar questões que relacionam os estudos sobre processos de  formação, escolarização, profissionalização e inserção laboral de jovens brasileiros.

 

 

 

 

Conteúdo: 

Juventude e trabalho: alguma tensões nas ações públicas dirigidas a jovens no Brasil

Maria Clara Corrochano

 

Jovens trabalhadores universitários: de uma geração a outra, continuidades e mudanças

Maria Elena Villar e Villar, Marilena Nakano e Vanderlei Mariano

 

“O samba é meu dom”: os caminhos para a profissionalização de jovens músicos no samba e no fado

Marina Bay Frydberg

 

No embalo das redes: atuação da família e dos pares em percursos profissionais de jovens em Manaus

Nádia Maciel Falcão

 

Extensão rural para jovens: experiências e desafios

Sheila Maria Doula

 

O tempo, o lápis e o facão

Valéria Soares Baptista

 

 

Juventude, subjetividade e performance

Volume 5 – Juventude, subjetividade e performance

Resumo: Juventude, subjetividade e performance arremata a coleção com uma  série de  análises voltadas à problematização das discursividades jovens  constituídas por meio dos  devires postos em jogo pelos ideários de performance  vigentes.

 

 

 

 

Conteúdo: 

Juventude e deficiência:a representação do jovem com deficiência em Malhação

Bruna Rocha Silveira

 

Cartões e portais: modos de escrever, modos de chegar

Clarisse Fukelman

 

Um upgrade na vida sexual: comunicação, consumo e subjetividade em tempos neoliberais

Gisela G.S. Castro e Clarisse Setyon

 

Em busca da alta performance: a remediação dos mal-estares nos discursos de consumo

Julia Salgado e Marianna Ferreira Jorge

 

“Ninguém fica rico no trabalho”: o imperativo da autonomia na autoajuda financeira para jovens

Mayka Castellano e Bruna Bakker

 

Jornalistas jovens e ajustados: os discursos sobre o trabalho no “novo espírito do capitalismo”

Rafael Grohmann

 

Criatividade, juventude e novos horizontes profissionais

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Organizadores: Maria Isabel Mendes de Almeida e José Machado Pais

Editora: Zahar

Ano: 2012

Resumo:

Maria Isabel Mendes de Almeida e José Machado Pais têm uma longa pesquisa direcionada ao universo jovem. Um com foco na juventude brasileira e o outro de olho no comportamento do português. Nessa coletânea de seis artigos da área de ciências sociais a dupla reúne textos de pesquisadores dos dois países e traça um panorama do início do século XXI. Os autores dos textos, a partir de pesquisas de campo, enfatizam a relação entre profissão e criatividade entre os jovens. Para tanto, aborda temas controversos e de vivo interesse, como: a arte de tatuar; o amadorismo e a profissionalização no hip-hop; os redesenhos das relações entre autor e obra; os paradoxos na profissionalização da criatividade no meio das histórias em qadrinhos; a internet como via de acesso ao mercado e a criação dos coletivos de artistas e o mito do gênio solitário.

Conteúdo:

Criatividade contemporânea e os redesenhos das relações entre autor e obra: a exaustão do rompante criador

Maria Isabel Mendes de Almeida

 

Das belas-artes à arte de tatuar: dinâmicas recentes no mundo português da tatuagem

Vitor Sergio Ferreira

 

Talentos on-line: a profissionalização da criatividade via internet

Ana Maria Nicolaci da Costa

 

O mundo em quadrinhos: o agir da obliqüidade

José Machado Pais

 

Viver (d)o hip-hop: entre o amadorismo e a profissionalização

José Alberto Simões

 

Criatividade situada, funcionamento conseqüente e orquestração do tempo nas praticas profissionais contemporâneas

Fernanda Eugenio

 

Jovens Werthers: amores e sensibilidades no mundo Emo

jovens-werthers-amores-e-sensibilidades-no-mundo-emoAutor: Raphael Bispo

Editora: Multifoco

Ano: 2012

 

Resumo:

Desde o nascer do século XXI, nos vemos mundialmente envolvidos por inúmeros jovens ouvintes de um rock sentimental e valorizador de atitudes românticas. Os emos despontaram na cena roqueira não sem causar conflitos, ao unirem aos másculos riffs e sons pesados de bateria a ode ao sentimentalismo amoroso incitação ao (homo)erotismo. Este livro é uma etnografia sobre essa juventude contemporânea, realizada com alguns emos oriundos de camadas populares do Rio de Janeiro. Trata de temas como suas vivências pelo espaço urbano, as relações afetivo-sexuais que estabelecem com seus pares, as experiências com as tecnologias digitais e a peculiar maneira como exaltam as paixões e estimulam suas sensibilidades.

 

Conteúdo:

Capítulo 1 – Emo, eu?

Múltiplos sons, múltiplos jovens/ A sombra romântica nas artes/ O fantasma da qualidade

 

Capítulo 2 – Heterotopias do emo

Contatos pela web/ Orkontros/ Festa estranha/ No Posto de gasolina/ Uma calorosa recepção/ Qual é a sua?/ Fugas do básico/ Não-emos/ Suco com salada/ Rumo aos darks/ Ápice

 

Capítulo 3 – Música de macho?

Os “das antigas” e suas insatisfações com os “posers” / Dos “posers” e suas sexualidades não convencionais/ O rótulo que pouco incomoda/ Em busca da heterossexualidade perdida/ Exterminador de emos/ Conflitos e manutenção de fronteiras

 

Capítulo 4 – Porque somos da Realeza

Parabéns pra você/ Super Top / Vídeos na praça/ Saindo do confessionário/ Multidões de fim de ano/ Não vendo a banda passar

 

Capítulo 5 – Sentimentos.com

Você sente o quê?/ Fotologs, orkut, msn e os escritos de si/ Ambigüidades do sentimento amoroso/ Confiança e ilusão/ Debaixo dos escombros/ Amigos são pra essas coisas/ Tédio/ Bem-vinda!/ Outras paixões

“Por Que Não?”: rupturas e continuidades da contracultura

Por que não

Organizadoras: Maria Isabel Mendes de Almeida & Santuza Cambraia Naves 

 Editora: Sete Letras

 Ano: 2007

 

 Resumo:

Quarenta anos depois do “summer of love” de São Francisco, as práticas culturais, políticas, artísticas e comportamentais que marcaram o movimento da contracultura são avaliadas à   luz de um novo ‘aqui e agora’. Partindo da proposta de refletir sobre a atualidade (ou não) da perspectiva contracultural, os textos que compõem este livro apresentam as mais diversas abordagens sobre o tema – de análises e depoimentos sobre as transformações vivenciadas na época até discussões sobre o que teria permanecido ou mudado após quatro décadas.

Será que o ideário anti-establishment criado pelos segmentos contraculturais dos Estados Unidos e pelos estudantes e intelectuais que participaram do Maio de 68 na França ainda podem fazer sentido nos dias de hoje? Ao articular grande parte de seus objetivos com a valorização da experiência imediata e concreta, a contracultura nos remete a várias indagações sobre a sociedade contemporânea – marcada também por uma valorização do momento presente, porém pautada por uma idéia de tempo regida pelo princípio de desempenho, eficiência e cálculo.

No Brasil, o movimento teve reflexos na política, nas artes plásticas, na literatura e no teatro da época, e sua influência pode ainda ser detectada em manifestações culturais das periferias e dos períodos mais recentes, associadas a ritmos e coreografias afro, do reggae ao hip-hop.

 

Conteúdo:

 Ruptura e utopia: entre Benjamin e a contracultura

Cláudia Maria de Castro

 

Heranças da atitude contracultural: dilemas da inserção no museu

Luiz Camillo Osório

 

É possível transgredir no momento poético atual?

Paulo Henriques Britto

 

Encontros e desencontros com a contracultura

Antonio Cícero

 

O tao da contracultura

Luiz Carlos Maciel

 

“Para repensar o impensado”

Ítalo Moriconi

 

Estilo de vida no contexto da Nova Era

Sandra de Sá Carneiro

 

Herdeiros da contracultura: os estudantes de teatro cariocas na década de 80

Maria Claudia Coelho

 

Da contracultura à sociedade neuroquímica: psiquiatria e sociedade na virada do século

Benilton Bezerra Jr.

 

Paisagens existenciais e alquimias pragmáticas: uma reflexão comparativa do recurso às ‘drogas’ no contexto da contracultura e nas cenas eletrônicas contemporâneas

Maria Isabel Mendes de Almeida

Fernanda Eugenio

 

Mudança social, universidade e contracultura

Gilberto Velho

 

A resistência juvenil em tempos espetaculares: ecos e ensaios da contracultura no século XXI

João Freire Filho

Ana Julia Cury de Brito Cabral

 

Jovens de favelas na produção cultural brasileira dos anos 90

Silvia Ramos

 

Frátrias ressignificadas

Santuza Cambraia Naves 

Corruptelas: o livroblog

corruptelas--o-livro-blogAutora: Fernanda Eugenio

Editora: Multifoco

Ano: 2007

 

Resumo:

“Um ‘livroblog’: transcrição despistada de posts diários. Calendário de campo, agenda e legendas, donativo etnográfico. Corruptelas porque poros em celulose não espelham pixels? Porque a etimologia de cada trecho se esgarça no folclore coletado? Porque a autora é um efeito quase espúrio, defeito de articulação do que escreve? Porque o escrito degenera o vivido? Porque o veio da composição é o avesso experimentado (por alter) de uma demonstração (uma tese de responsa, um outro livro)? Por fazer um mapa linear de um tempo que é dobrado, amassado? Porque o diário é rapto (ou repto) abrupto do que dá na telha?” São estes questionamentos que Fernanda Eugenio faz neste livro, ideal para se compreender a lógica intrínseca ao uso dos blogs.

Culturas Jovens: novos mapas do afeto

1101583-250x250Organizadoras: Maria Isabel Mendes de Almeida & Fernanda Eugenio

Editora: Jorge Zahar

Ano: 2006

Resumo:

A cada dia torna-se mais urgente refletir sobre os fenômenos ligados à diversidade das experiências juvenis. A sociedade com que eles se deparam acrescenta novas incertezas à vida já tão indefinida daqueles que irão se encarregar do nosso futuro. O livro reúne artigos de cientistas sociais que se dedicam a entender os problemas enfrentados pelas juventudes urbanas no Brasil de hoje.

Nessa obra, os jovens são tratados na sua multiplicidade, evitando-se os preconceitos e a uniformização que tanto obscurecem a compreensão de seus comportamentos. Analisa-se assim de maneira criteriosa e historicamente situada a formação de novos mapas afetivos na cultura urbana. Mapas que podem se inscrever no corpo (tatuagens, piercings); nas trocas eróticas; na gravidez precoce; nas novas linguagens; nos conflitos familiares; na relação com a violência urbana e nas práticas de risco.

 

Conteúdo:

Prefácio – Buscas de si: expressividades e identidades juvenis

José Machado Pais

 

O discurso sobre o sexo: diferenças de gênero na juventude carioca,

Mirian Goldenberg

 

Das utopias sociais às utopias corporais: identidades somáticas e marcas corporais

Francisco Ortega

 

A roupa faz o homem: a moda como questão

Denise Portinari e Fernanda Ribeiro Coutinho

 

Gravidez na adolescência nas camadas médias: um olhar alternativo

Elaine Reis Brandão

 

Juventude na era da Aids: entre o prazer e o risco

Daniela Riva Knauth e Helen Gonçalves

 

Os jovens de hoje: contextos, diferenças e trajetórias

Regina Novaes

 

O futuro como passado e o passado como futuro: armadilhas do pensamento cínico e política da esperança

Luiz Eduardo Soares

 

“Zoar” e “ficar”: novos termos da sociabilidade jovem

Maria Isabel Mendes de Almeida

 

Corpos voláteis: estética, amor e amizade no universo gay

Fernanda Eugenio

 

Juventude e sentimentos de vazio: idolatria e relações amorosas

Maria Claudia Coelho

 

Epílogo – Juventudes, projetos e trajetórias na sociedade contemporânea

Gilberto Velho

 

Comunicação, Consumo e Espaço Urbano: novas sensibilidades nas culturas jovens

imagemOrganizadores: Everardo Rocha, Maria Isabel Mendes de Almeida & Fernanda Eugenio

Editora: Mauad/ Puc-Rio

Ano: 2006

Resumo:

Este livro procura oferecer um conjunto de reflexões que têm por objetivo debater as novas identidades e sensibilidades jovens que surgem na esfera cultural da sociedade contemporânea. Tais identidades encontram formas de expressão em espaços de interlocução, códigos afetivos, estéticas musicais, gramáticas corporais e comportamentais, bem como no uso das tecnologias de informação e na ocupação diferenciada e flutuante da cidade.

Esta coletânea foi elaborada por pesquisadores de diferentes campos do conhecimento, e buscou privilegiar o estudo de fenômenos que marcam as chamadas culturas jovens urbanas, com a relação dos jovens com aparelhos celulares, a subjetividade influenciada pelo consumo de drogas, as formas musicais da juventude, as tendências de consumo e a experiência de se ter ciberamigos, entre outros. O leitor poderá acompanhar a marca criativa e inusitada das culturas jovens, que testemunham a polivalência de estilos de vida e de gramáticas de consumo, além de funcionarem como uma caixa de ressonância das transformações por que vêm passando as subjetividades contemporâneas.

 

Conteúdo:

Coisas estranhas, coisas banais: notas para uma reflexão sobre o consumo

Everardo Rocha                                                                                                             

 

Sob a regência da presença: cálculo e autogestão no consumo jovem de ecstasy

Maria Isabel Mendes de Almeida e Fernanda Eugenio                                                  

 

Jovens e celulares: a cultura do atalho e da sociabilidade instantânea

Ana Maria Nicolaci-da-Costa                                                                                        

Inventando novas vidas em novas realidades

Carla Leitão                                                                                                                   

 

Ciberespaço, ciberamantes, ciberamigos

Márcio Gonçalves                                                                                                            

 

“Como tábula rasa”: intercâmbio no exterior e construção de identidade juvenil Cláudia Barcellos Rezende

 

Habitando a trajetória: os circuitos jovens da night

Kátia Tracy                                                                                                                    

 

Jovens paulistanos: formas de uso e apropriação do espaço urbano na metrópole

José Magnani                                                                                                                

 

As culturas jovens como objeto de fascínio e repúdio da mídia

João Freire Filho e Micael Herschmann                                                                      

Rappers, funkeiros e as novas formas musicais da juventude carioca

Frederico Coelho                                                                                                           

 

Eu não sou cachorra, não! Não? Voz e Silêncio na construção da identidade feminina no rap e no funk no Rio de Janeiro

Kate Lyra                                                                                                                       

 

O trabalho das sensações: a experiência das festas de música eletrônica

Tatiana Bacal

 

Do Samba-Canção à Tropicália

samba_cancao1Autora: Santuza Naves Cambraia

Editora: Relume Dumará

Ano: 2003

 

Resumo:

Um panorama múltiplo e abrangente de duas décadas de música popular brasileira, do nascimento da Bossa Nova nos meados dos anos 1950 até a breve floração da Tropicália no final dos anos 1960, reunindo o depoimento de alguns artistas que participaram dessa história e análises de destacados jornalistas, críticos e acadêmicos.

Carlos Vergara

34593aac-9bd8-42ca-97b5-8c4181e77ab6Autor: Paulo Sérgio Duarte

Editora: Edição Santander Cultural

Ano: 2003

 Resumo:

Este livro é publicado por ocasião da primeira exposição retrospectiva da obra do artista, Carlos Vergara – Viajante, obras, 1965-2003, realizada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, de 1o de junho a 7 de setembro de 2003, dando inicio a uma itinerância que compreende as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Esse projeto inclui, além do livro e da exposição, uma oficina de Vergara, em São Miguel das Missões, com a participação de dez artistas residentes em Porto Alegre, o registro em vídeo dessa atividade e um ciclo de palestrar. Concebido dessa forma, permite uma efetiva reflexão sobre a obra e seu contexto histórico.

 

Noites Nômades: espaço e subjetividade nas culturas jovens contemporâneas

NOITESNOAutoras: Maria Isabel Mendes de Almeida & Kátia de Almeida Tracy

Editora: Rocco

Ano: 2003

 

Resumo:

Os jovens da classe média do Rio de Janeiro mudaram o perfil do lazer noturno e transformaram a “noite” em uma categoria fundamentalmente espacial. Hoje, a noite é um curcuito de festas, boates, shoppings, cinemas, lojas de conveniência situada nos postos de gasolina abertos durante toda a madrugada.

Através da ênfase em depoimentos de jovens, colhidos em dois anos de pesquisa, o livro convida à reflexão sobre o novo nomadismo contemporâneo. Examinando o significado da ampla rede de mudanças comportamentais que assolam a cultura jovem dos grandes centros urbanos, esmiúça-se sua cultura visual, as novas formas de comunicação e a “estética básica”, as novas formas de afeto e sociabilidade que se desenvolvem em torno do “ficar” e do “zoar”.  A noite, entendida como uma nova forma de experiência espacial, é palco de circuitos e deslocamentos incessantes de jovens que alteram e reinventam paisagens urbanas e subjetivas.

As autoras pretendem discutir a retomada do “nomadismo” como uma das principais paisagens sociais e subjetivas contemporâneas. Para cumprir este objetivo, analisam “as práticas espaciais e os fluxos subjetivos que atravessam o cenário atual das metrópoles, especialmente no que diz respeito às culturas jovens urbanas.” No plano metodológico, o livro conduz o leitor à experiência das escritoras enquanto vivenciavam o circuito da night, e este diálogo transforma essa obra em uma leitura interessante para jovens desta e de outras gerações.

 

Conteúdo:

Prefácio – O passarinho de Godard

Renato Janine Ribeiro

 

Capítulo I – Geografia da night

Espacialidades contemporâneas / Nomadismos metropolitanos

 

Capítulo II – Semióticas pós-significantes

Materialidade da comunicação/ “Tipo assim”: as formas interativas do pensar/ “Parada animal”: fisicalidade e coletivização da experiência/ “A guerra”: logística afetiva/ “Estar lá”: a nova configuração do ser

 

Capítulo III – Subjetividades em deslize: Da lógica da identidade aos fluxos de identificação

Identificação e pluralismos do Eu/ Expressividade e perfomance/ Paisagens subjetivas e criações existenciais / Fluxos de imaginação e nomadismos psíquicos/ Fluxos subjetivos/ O “zoar”: diversão e gravitação/ O “ficar”: afeto e performance

 

Capítulo IV – Itinerância e mídia

A comunicação flutuante da festa/ Micromídias

 

Capítulo V – Variações em torno do básico: A cultura visual da night

Estética básica/ Social básica/ Perder a linha 

 

Da Bossa Nova à Tropicália

imagem (1)Autora: Santuza Naves Cambraia

Editora: Jorge Zahar

Ano: 2001

Resumo:

Este livro apresenta a trajetória da música popular brasileira desde o surgimento da bossa nova até a explosão da tropicália, mostrando os pontos comuns e as dissonâncias entre o estilo bossa-novista e os movimentos musicais que se desenvolveram nos anos 60.

Conteúdo:

– Bossa Nova
 

– Depois da Bossa Nova
 

– Tropicália
 

– Desenvolvendo o populário
 

– Cronologia
 

– Sugestões de escuta e de leitura

O Violão Azul: Modernismo e Música Popular

violaoAutora: Santuza Naves Cambraia

Editora: FGV

Ano: 1998

 

Resumo:

Neste livro, Santuza Naves mostra que a nossa música popular concretiza, em grande medida, o ideal modernista de despojamento. Compositores como Noel Rosa e Lamartine Babo levaram às últimas conseqüências o culto da simplicidade, adotando um tom mais coloquial e desenvolvendo uma estética lírica que recorre à paródia e à ironia. Analisando não só as estruturas musicais, mas também os arranjos orquestrais e os estilos de interpretação do período modernista, esse estudo mostra ainda que, na maioria das vezes, a idéia de uma linguagem associada ao cotidiano da gente simples – feirantes, prostitutas, a população dos morros – conciliava-se com o sublime e o tradicional.

Assim, a autora procede no livro a uma releitura do modernismo, enfocando o papel da música e da cultura popular. E complexifica esta leitura, na medida em que trata não só da dicotomia entre os que pretendem incorporar o popular e os que o recusam, mas também apresenta os diferentes caminhos da inclusão do popular e da construção da modernidade.

 

Anos 60: Transformações da arte no Brasil

Autor: Paulo Sérgio Duarte

Editora: Campos Gerais

Ano: 1998

 

Resumo:

O livro pretende apresentar um período da arte brasileira, compreendido na década de 1960, sob a forma de um estudo sobre as principais questões e linguagens que dominaram aquele momento, onde são escolhidas algumas obras para análise que introduzem os problemas tratados. A partir delas, o leitor não especializado poderá realizar suas próprias escolhas e preferências, não somente entre as inúmeras reproduzidas, mas até entre tantos artistas do período que não constam do livro. Complementam este trabalho resumos biográficos dos artistas que tiveram obras reproduzidas, notas para uma cronologia sobre a época, e uma bibliografia das obras citadas; além, é claro, da imprescindível documentação iconográfica.

Masculino/feminino: tensão insolúvel. Sociedade brasileira e organização da subjetividade

masculino_feminino Autora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Editora: Rocco

Ano: 1996

 

Resumo:

Maria Isabel Mendes de Almeida levou longos anos de sua vida para concluir – com sólida fundamentação teórica – que, a despeito de todas as revoluções feitas pela mulher, o homem não mudou em nada. Ainda é aquele arcaico que, no mundo de hoje, aparentemente só teria lugar na ficção literária. O caráter conservador dos homens é insolúvel, embora esteja disfarçado por uma estética e por um discurso moderno.

A autora mergulhou na tarefa pesada de trabalhar a questão da subjetividade humana, elaborada de maneiras distintas por autores como Rousseau, Tocqueville, Simmel, Weber, Sérgio Buarque de Hollanda, Paulo Prado, Gilberto Freyre e Antônio Candido. Os conceitos, as definições e as criações destes intelectuais atravessam, de maneira deliciosa, 25 entrevistas feitas com homens de classe média de 40 a 60 anos e desmascaram a cobertura contemporânea de um perfil extremamente conservador. Este livro é um espelho implacável para os homens e uma referência para as mulheres sobre a incomunicabilidade entre papéis sociais tão distintos.

 

Conteúdo:

Capítulo 1 – O mundo clássico das ciências sociais e a subjetividade

Jean-Jacques Rousseau: natureza, cultura e construção do sujeito/ Aristocracia e democracia: Alexis de Tocqueville e as diferentes formas de funcionamento do coração humano/ Max Weber, o conflito ético e o exercício de modelagem do self: a arquitetura de duas teorias da subjetividade/ George Simmel: a atitude blasé e a coqueteria como duas modalidades de travestimento da psiquê humana

 

Capítulo 2 – Sociedade brasileira e organização da subjetividade

A historiografia brasileira clássica: alguns pressupostos para a investigação da subjetividade masculina/ A sociedade brasileira e cultura do personalismo/ Antonio Candido: o problema da autoridade no Brasil e suas vicissitudes/ Sérgio Buarque de Holanda e Antonio Candido: principais linhas de interseção/ Paulo Prado e os vincos da psique nacional/ Uma visão bastante particular do individualismo/ A tristeza brasileira como sucedâneo do vazio moral psíquico

 

Capítulo 3 – Masculino/feminino: radiografia de uma tensão insolúvel

Ausência de hesitação: a absoluta prontidão do discurso/ A dimensão relacional do contato e seus valiosos subprodutos/ Alguns exemplos do “efeito torrente”/ A perseguição atenta do que está para além do periférico: a contínua necessidade de “distração de si”/ O choro como expressão das emoções/ A relação eu/outro / O sexo como metáfora/ O que é ser homem/ Recomeçando

Maternidade: um destino inevitável?

maternidadeAutora: Maria Isabel Mendes de Almeida

Editora: Campus

Ano: 1987

 

Resumo:

A autora busca estudar o fenômeno relativamente recente no Rio de Janeiro: a preparação psicológica para a “maternidade alternativa”. Desde o início dos anos 80 tem sido possível acompanhar o aparecimento de grupos de orientação e preparação psicológica para a gravidez e o parto, organizados por médicos e homeopatas, especialistas em psicologia e trabalho de corpo. A demanda crescente desses serviços por parte de mulheres grávidas indica significativas alterações de valores e comportamentos nas formas de organização familiar.

Em seu livro, Maria Isabel M. Almeida investiga as implicações desse fenômeno, ouvindo grupos de gestantes que buscavam (e buscam) uma nova visão da maternidade, do ato e papel de ser mãe. A partir daí, a autora construiu um estudo comparativo entre esse grupo de gestantes dos anos 80 e suas respectivas mães que, na década de 50, passavam pela primeira experiência da gravidez. Enfim, um ensaio que dá luz a uma nova visão da maternidade. Ao captar os universos simbólicos femininos de diferentes gerações, a autora descobre as alterações de valores e comportamentos da família classe média urbana brasileira realizando um estudo importante sobre a construção da subjetividade em sociedades complexas.

 

Conteúdo:

Capítulo 1: Modernização e conflito de valores na família de classe média brasileira

 

Capítulo 2: O contexto em que se realizou este trabalho

Os grupos de preparação e orientação de casais para a gravidez e o parto / As entrevistas com as gestantes dos anos 80 / As entrevistas com as mães da década de 50

 

Capítulo 3: A experiência da gravidez na década de 50

Maridos / Família de origem / Os profissionais da gravidez / Grupo de pares / Relação da mulher consigo mesma

 

Capítulo 4: As grávidas dos anos 80 e o sentimento moderno da maternidade

Maridos / Família de origem / Os profissionais da gravidez / Grupo de pares / Relação da mulher consigo mesma

 

Capítulo 5: Ilusões e limites da “gravidez alternativa”

Os agentes do alternativismo / As estratégias de Interação / A redefinição da Relação Médico – Paciente: o Igualitarismo como ideologia / A reação como um Estilo de vida / A identificação das mães dos anos 50 com suas filhas gestantes / O primado da opção: dois pontos de vista